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Política Várzea Grande

Exoneração tardia e retorno do passado expõem contradições na gestão Flávia Moretti

A gestão da prefeita Flávia Moretti enfrenta mais um episódio que expõe desorganização interna, fragilidade política e incoerência administrativa. A secretária de Governo Carol pediu exoneração há mais de trinta dias, mas somente agora o pedido foi oficialmente aceito. A demora levanta questionamentos graves: quem decide, quando decide e por que decide tão tarde?

18/12/2025 16h42
Por: Redação
Exoneração tardia e retorno do passado expõem contradições na gestão Flávia Moretti

A gestão da prefeita Flávia Moretti enfrenta mais um episódio que expõe desorganização interna, fragilidade política e incoerência administrativa. A secretária de Governo Carol pediu exoneração há mais de trinta dias, mas somente agora o pedido foi oficialmente aceito. A demora levanta questionamentos graves: quem decide, quando decide e por que decide tão tarde?

A Secretaria de Governo é o coração político da administração, responsável pela articulação institucional e pelo diálogo com os demais poderes. Manter uma secretária “exonerada de fato, mas não de direito” por mais de um mês revela falta de comando e de rumo claro dentro do próprio governo.

Mas o cenário se torna ainda mais preocupante diante dos fortes rumores de que a pasta será ocupada por Sílvio Fidelis, figura central da gestão passada e considerado o supersecretário do ex-prefeito Kalil Baracat. A possível nomeação escancara uma contradição que a prefeita ainda não conseguiu explicar à população.

Durante a campanha e no início do mandato, Flávia Moretti atribuiu reiteradamente os problemas do município às administrações anteriores. Agora, ao que tudo indica, recorre justamente a quadros políticos do passado para tentar sustentar sua governabilidade.

A pergunta que não quer calar deixa de ser apenas retórica e passa a ser política:
o discurso de renovação acabou?
Ou a atual gestão reconhece, ainda que indiretamente, que não conseguiu formar um time próprio capaz de governar?

Se confirmada a nomeação, a prefeita corre o risco de esvaziar seu próprio discurso, transformar críticas em contradições e assumir publicamente que a ruptura prometida nunca existiu. Para a população, resta a sensação de que o poder muda de mãos, mas os nomes continuam os mesmos.

Transparência, coerência e respeito ao eleitor não são opcionais. A sociedade cobra respostas — e cobra agora.

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